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Entrevista com Rote, artista da 11ª edição do "Dois e Meio Convida"

out/21


Rote tem 36 anos, começou a fazer graffiti em 1998, é arte educador e chargista e morador do extremo leste de São Paulo. Ele é o décimo primeiro artista a participar do Projeto Dois e Meio Convida. (clique aqui para conhecer o projeto)


imagem: arquivo Rote

Dois e Meio O que mais tem motivado sua criação artística? Rote Eu curto muito o lado cômico, e ultimamente eu tô focado em fazer arte com crítica social e política, pintar com os amigos e trocar uma idéia. Isso me motiva e não tem preço.


Dois e Meio Quais as mudanças que a pandemia provocou no seu trabalho artístico? Rote Várias mudanças. Eu perdi o emprego como arte educador, embora a gente tá ciente que já não é de agora que tão sucateando a educação no país, mas a pandemia também abriu a mente para outros trabalhos e outras perspectivas.


Dois e Meio Lembra do primeiro trabalho de arte/artista que te marcou na infância? Rote Vários trabalhos me marcou e tal, mas eu pirava nos graffitis, eu jogava futebol no Seret e no caminho eu passava na ponte da Vila Ré, aqui na Zona Leste e sempre via uma letra do Turma 44, como eu já fazia uns desenhos e umas letras mas não tinha feito nada no muro ainda, aquela letra me marcou, por que era aquilo que eu queria aprender e fazer.


imagem: charge de Rote

Dois e Meio Como foi sua experiência com o ensino de arte na escola? Rote Eu gostava muito e tinha uma professora do primário que era muito boa, eu curtia muito a aula e já desenhava desde bem pequeno. Ela viu meus desenhos e começou a me ajudar, professora Sonia, mas lembro que quase toda matéria eu envolvia arte, tanto nas capas de trabalho como nos desenhos geométricos, e logo mais conheci a galera do pixo no ensino médio e comecei a fazer umas letras no caderno, acho que o ensino escolar teve um papel grande em questão a arte.


Dois e Meio Como é sua rotina de trabalho? Rote Agora to mais focado nas charges, faço uma visualizada do que tá rolando e tento produzir algo. Graffiti eu dei uma distanciada por conta da pandemia, mas estou pensando tentar produzir mais, mas eu vivo a arte todos os dias.

Dois e Meio Foi a alguma exposição memorável que queira compartilhar? Rote Fui em várias exposições, mas as de graffiti, street art e tal, são as mais memoráveis. Fui na bienal de Grtaffiti no MUB e tinha uns trampo muito style, tinha um trampo do Belin, da galera do Chile, pra mim ficou na memória.



imagem: arquivo Rote


Dois e Meio Você conhece o processo de impressão Fine Art? Já tinha impresso uma arte sua nesse ou em outro formato de impressão? Rote Conheço a Fine Art, já fiz umas impressões e tal, mas nunca nesse formato de impressão, em relação a papel e da própria impressão eu curto.


Dois e Meio Você pode falar um pouco sobre a arte que desenvolveu para o projeto Dois e Meio Covida? Rote Essa arte e fiz com relação ao desenho pica-pau. Eu curto fazer essas comparações. Peguei uma cena do pica-pau que era ele e o corvo Jubileu, acho engraçado, ele fala "Você disse... pipoca?" Através dessa referência, eu desenhei o pica-pau e o corvo num formato real, coloquei uns tons que eu curto, que é tons pastéis e o vermelho gritando na mecha do pica-pau para dar um grau a mais. Fiz no Photoshop, reproduzindo de uma fotografia que achei na internet dos pássaros, é isso.

Arte de Rote imagem: Ateliê Dois e Meio

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